Com mais de 1.300 atletas de 11 países, a capital viveu um domingo histórico marcado por organização exemplar, alta presença de público e impacto econômico estimado em quase R$ 20 milhões.
Aracaju amanheceu em clima de grandeza neste domingo (30). A capital sergipana recebeu, pelo segundo ano consecutivo, a maior prova de triatlo da América Latina: o Itaú BBA Ironman 70.3. O evento, que reuniu mais de 1.300 competidores vindos de todas as regiões do Brasil e de dez países, movimentou intensamente a orla, as avenidas e a economia local — que deve registrar impacto próximo dos R$ 20 milhões.
Longe de ser apenas uma competição esportiva, a etapa consolidou Aracaju no mapa internacional do Ironman, elevando a visibilidade turística da cidade e reforçando sua capacidade de sediar grandes eventos multiesportivos com organização de alto nível.
Força-tarefa garantiu fluidez e organização impecável
Nos bastidores da competição, uma megaoperação envolveu mais de 300 profissionais da Prefeitura de Aracaju. Equipes da Setur, Emsurb, Sema, GMA e SMTT trabalharam de forma integrada para manter limpeza, segurança, orientação turística e controle de trânsito.
O secretário de Turismo, Fábio Andrade, ressaltou o comprometimento dos servidores e o profissionalismo da operação. Segundo ele, nem mesmo a festa da final da Libertadores — que levou multidões para a Orla da Atalaia na noite anterior — afetou a estrutura montada para o Ironman.
“Aracaju entregou mais uma vez um evento à altura do circuito mundial. Prova tranquila, cidade organizada e atletas do mundo todo impressionados”, destacou Andrade, que participou da cerimônia de premiação e entrega de medalhas.
Disputa acirrada sob sol forte e vitória brasileira
O percurso desafiador — 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21 km de corrida — foi acompanhado por um público vibrante. No masculino, o Brasil subiu ao topo do pódio com Fernando Toldi, campeão com 03h48min14s. O atleta elogiou o evento e destacou o calor sergipano como fator decisivo:



“É uma das provas mais duras do circuito. O clima aqui exige muito, mas a organização é impecável. Quero voltar no próximo ano.”
O pódio masculino se completou com Filipe Azevedo (Portugal) e Dylan Nortje (África do Sul).
Entre as mulheres, domínio total do Brasil: Mikelle Coelho (3º), Pietra Meneghini (2º) e a campeã Vittória Lopes, que fechou a prova em 04h13min04s.
Turistas lotam hotéis e movimentam bares e restaurantes
O Ironman mostrou sua força não apenas nas pistas, mas também na cidade. Famílias inteiras viajaram para acompanhar atletas, impulsionando hospedagens, bares e serviços. O administrador Marcelo Snoeck, de Salvador, que veio torcer para o filho, resumiu a experiência:

“Aracaju surpreende. Já acompanhei provas no Brasil e no exterior, e esta está entre as mais organizadas. A cidade acolhe, entrega boa estrutura e tem um astral ótimo.”
Entre os 1.300 inscritos, Sergipe liderou o número de participantes (204), seguido por São Paulo e Bahia. Aracaju também se destacou entre as cidades com maior presença de atletas.
Crescimento do triatlo conquista aracajuanos
A presença do público local foi outro ponto marcante. A orla virou arquibancada a céu aberto, com famílias, clubes esportivos e grupos de apoio espalhados pelo percurso.
O triatleta e educador físico Eduardo Magalhães celebrou o impacto do evento:
“É uma vitrine para o esporte na cidade. Cada edição atrai mais competidores aracajuanos e inspira novos praticantes.”

A professora Andrezza Barbarini, que esteve no evento com sua equipe de triatlo, reforça o entusiasmo:
“O que vemos hoje na orla é uma mudança cultural. O triatlo ganhou força e virou espetáculo. A população abraçou o evento.”
Aracaju no circuito mundial
A etapa também serviu como classificatória para o Ironman 70.3 World Championship 2026, que ocorrerá em Nice, na França. Além da participação de atletas amadores, 21 triatletas profissionais disputaram a premiação total de US$ 15 mil.
Com a estrutura aprovada por atletas, público e organizadores, Aracaju se firma como destino esportivo de referência e passa a integrar com destaque o circuito global, composto por mais de 120 provas ao redor do mundo.
Fotos: Kaio Espínola/Setur



