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Itabaiana inaugura Tiro de Guerra e reforça formação cidadã da juventude

Unidade do Exército Brasileiro passa a funcionar na Praça da Juventude e simboliza transformação social, redução da violência e novas oportunidades para jovens do município

A cidade de Itabaiana inaugurou, na manhã desta quinta-feira (15), o Tiro de Guerra nº 06031, unidade do Exército Brasileiro voltada à formação de reservistas e à promoção de valores como civismo, disciplina e cidadania. A cerimônia reuniu autoridades civis, militares e parlamentares e marcou um novo capítulo na relação entre o município e as Forças Armadas, com impacto direto na juventude local e no desenvolvimento social da cidade.

Transformação de um espaço marcado pelo abandono
Durante o evento, o prefeito Valmir de Francisquinho destacou o simbolismo da implantação do Tiro de Guerra em uma área que, no passado, era associada ao abandono e à violência. “Isso aqui era um espaço abandonado, que causava medo à população. Hoje, se transforma em um equipamento que forma cidadãos e traz qualidade de vida”, afirmou.

A presença do Exército no município “traz orgulho, oportunidades e a certeza de uma sociedade mais preparada para o futuro.

Segundo o prefeito, a queda expressiva nos índices de criminalidade em Itabaiana nos últimos anos está diretamente relacionada a investimentos públicos em infraestrutura, esporte e políticas de cidadania. “Tivemos uma média de mais de 100 homicídios por ano no passado. Hoje, os números caíram de forma significativa. Obras e políticas públicas mudam realidades”, disse.

Formação de jovens e legado social
Valmir de Francisquinho ressaltou ainda o papel estratégico do Tiro de Guerra na formação de jovens, especialmente aqueles oriundos das periferias. Para ele, a presença do Exército no município “traz orgulho, oportunidades e a certeza de uma sociedade mais preparada para o futuro”. O gestor classificou a implantação da unidade como um dos maiores legados de sua administração.

Parceria entre Exército e município
O comandante da 6ª Região Militar, general de divisão André Luiz Aguiar Ribeiro, destacou que a criação do Tiro de Guerra em Itabaiana é fruto de uma parceria sólida entre o Exército Brasileiro e a Prefeitura. “É um orgulho para o Exército estar em Itabaiana e conduzir uma cerimônia tão importante para a população. O que era um sonho hoje se concretiza”, declarou.

Comandante da 6ª Região Militar, general de divisão André Luiz Aguiar Ribeiro

De acordo com o general, o sucesso da unidade depende não apenas das Forças Armadas e do poder público, mas também do engajamento da sociedade. Ele explicou que o Tiro de Guerra contribui para a descentralização da formação de reservistas. “Aqui se forma o atirador-cidadão, consciente de seus direitos e deveres, preparado para servir à pátria e apoiar a comunidade em situações de emergência”, afirmou.

Criação oficial e estrutura da unidade
O Tiro de Guerra nº 06031 foi oficialmente criado pela Portaria nº 2.595, de 3 de dezembro de 2025, do Comandante do Exército, e está subordinado à 6ª Região Militar. O 1º Sargento de Engenharia Isaías do Amaral foi designado como instrutor da unidade para o biênio 2026–2027. A instalação também contou com respaldo da legislação municipal que autorizou a parceria institucional.

Integração social e apoio comunitário
Além da formação militar básica, os tiros de guerra atuam como instrumentos de integração social, participando de eventos cívicos, campanhas socioeducativas e ações de apoio à Defesa Civil e à saúde pública. Em Itabaiana, a expectativa é que a unidade se torne referência regional em gestão e cooperação institucional.

Formação humana como principal benefício
O diretor do Serviço Militar e da Junta Militar de Itabaiana, Pedro Edson, destacou que o principal ganho da implantação do Tiro de Guerra é a formação humana e social dos jovens. “Você prepara o jovem para a vida futura. Ele recebe instruções de disciplina, hierarquia, respeito à lei e aos superiores. Esse é o maior ganho para o município”, afirmou.

Diretor do Serviço Militar e da Junta Militar de Itabaiana, Pedro Edson

Segundo ele, o Tiro de Guerra também pode revelar talentos para as escolas militares e para a carreira no Exército. Pedro Edson explicou ainda que, embora o alistamento militar seja obrigatório, a existência da unidade permite a incorporação efetiva de parte dos jovens do município.

As viúvas de ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) foram homenageadas pelo Exército e pela prefeitura de Itabaiana

Números do alistamento em Itabaiana
Em média, cerca de mil jovens se alistam por ano em Itabaiana. Desse total, aproximadamente 200 passam pela seleção inicial, e cerca de 50 são incorporados anualmente como atiradores. O modelo do Tiro de Guerra possibilita que o jovem concilie a instrução militar com trabalho ou estudo, recebendo a formação de reservista de segunda categoria e atuando em apoio à Defesa Civil, campanhas sociais e situações de emergência.

Apoio parlamentar e novos investimentos
O deputado federal Ícaro de Valmir participou da solenidade e destacou sua atuação para viabilizar a implantação da unidade. “Destinamos cerca de meio milhão de reais em emendas parlamentares para ajudar na instalação do Tiro de Guerra em Itabaiana e também no fortalecimento do 28º Batalhão de Caçadores, em Aracaju. Com essas ações e com a força do prefeito, estamos ajudando a reduzir a criminalidade no município e no estado”, declarou.

Para o deputado Federal Icaro de Valmir (PL) investir na juventude é investir em segurança, cidadania e progresso.

O parlamentar também anunciou novos investimentos previstos para Itabaiana, como a construção de um aeródromo, voltado à geração de empregos, e de um Hospital Municipal, com foco no fortalecimento da saúde pública.

Novo ciclo para o município
Com a inauguração do Tiro de Guerra nº 06031, Itabaiana passa a integrar o grupo de municípios sergipanos que utilizam essa estrutura como instrumento de formação cidadã, inclusão social e apoio comunitário. Para autoridades e moradores, o equipamento simboliza não apenas a presença do Exército Brasileiro, mas a consolidação de um novo ciclo de desenvolvimento humano e transformação social para as próximas gerações.

Fotos: TerritórioNordeste/MariléiaVerona

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