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Prefeita de Aracaju apresenta política de alfabetização em encontro internacional do MEC, em Brasília

Emília Corrêa foi a única prefeita brasileira a integrar painel com governadores e lideranças internacionais, destacando ações que renderam à capital o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada

A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, apresentou nesta segunda-feira (23) a experiência da capital sergipana na área da alfabetização durante o Painel 2 — Políticas de Alfabetização e Liderança Pública em Contextos Subnacionais. O debate integrou a programação do Encontro Internacional Alfabetização, Equidade e Futuro, promovido pelo Ministério da Educação, em Brasília.

A participação ocorreu a convite do MEC, como reconhecimento às práticas implementadas pela gestão municipal que projetaram Aracaju no cenário nacional da educação. Como resultado, o município conquistou o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, concedido às redes de ensino que demonstram avanços consistentes na alfabetização na idade adequada. No encontro, Emília Corrêa foi a única prefeita do país a compor um painel ao lado de governadores e representantes internacionais.

Durante a apresentação, a gestora destacou que a alfabetização passou a ser tratada como política permanente da administração municipal, com a criação da Política Municipal de Alfabetização de Aracaju, instituída por decreto em julho de 2025. A iniciativa consolidou ações voltadas à melhoria da aprendizagem e à garantia do direito de aprender das crianças da Educação Infantil e do Ensino Fundamental.
“Transformamos a alfabetização em política pública contínua, com planejamento, metas claras, monitoramento e responsabilidade compartilhada em toda a rede”, afirmou.

Segundo a prefeita, a mudança foi necessária após a análise dos resultados educacionais até 2024, quando apenas um número reduzido de escolas apresentava bom desempenho. A partir desse diagnóstico, a gestão passou a priorizar acompanhamento sistemático, definição de metas e maior presença técnica da Secretaria de Educação nas unidades escolares.

Com a institucionalização da política, a rede municipal passou a operar com estratégias integradas, metas comuns e maior alinhamento pedagógico. Atualmente, Aracaju conta com 80 escolas que atendem a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Outro desafio enfrentado foi a infrequência escolar, apontada como um dos principais entraves à alfabetização. Para combater o problema, a gestão implantou a Busca Ativa Escolar e estabeleceu o monitoramento contínuo da frequência dos estudantes. “Não há alfabetização na idade certa sem o aluno presente em sala de aula. Por isso, o enfrentamento à infrequência se tornou eixo central da política”, destacou Emília.

A valorização dos profissionais da educação também foi ressaltada, com o pagamento do piso nacional do magistério, ampliação da formação continuada e fortalecimento da autonomia pedagógica das escolas. “Professor valorizado é base para qualquer política educacional alcançar resultados”, pontuou.

A secretária municipal da Educação, Edna Amorim, que acompanhou a prefeita no evento, enfatizou que a política municipal trouxe unidade à rede. Segundo ela, as escolas passaram a atuar sob as mesmas diretrizes, com acompanhamento técnico permanente e decisões pedagógicas orientadas por dados, fortalecendo o trabalho docente e a aprendizagem dos alunos.

Durante o painel, a gestão de Aracaju também apresentou programas estruturantes como a Tutoria Pedagógica, voltada a estudantes com maiores dificuldades; o Descomplica, que funciona inclusive no período de férias; o projeto EKÖ, com foco na equidade racial no currículo; e o Caça ao Tesouro, avaliação em formato lúdico que estimula o engajamento dos alunos e a participação das famílias.

Ao encerrar sua participação, Emília Corrêa reafirmou o compromisso de manter Aracaju em espaços estratégicos de debate educacional. “Seguiremos mostrando resultados, aprendendo com outras experiências e garantindo que nossas crianças tenham assegurado o direito de aprender na idade certa”, concluiu.

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