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Foto:TerritorioPress/RobertoVerona (Arquivo)

Valmir anuncia “corpo a corpo” em Sergipe para medir força eleitoral antes de decidir candidatura ao Governo do Estado

Em entrevista à TV Atalaia, prefeito de Itabaiana confirma que deixará o cargo por 30 dias, reafirma apoio ao bolsonarismo, critica Rodrigo Valadares e diz que pode renunciar para disputar o Estado caso haja “chamamento popular”.

A entrevista concedida pelo prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, ao jornalista Fábio Henrique, da TV Atalaia, em 2 de março, foi marcada por declarações contundentes sobre sua trajetória política, disputas internas na oposição em Sergipe e a confirmação de que poderá disputar novamente o Governo do Estado.

Relação com o PL e apoio a Bolsonaro

Questionado sobre uma suposta “traição” ao Partido Liberal (PL), Valmir negou qualquer infidelidade partidária. Afirmou que permaneceu cerca de 20 anos na legenda e reiterou que sempre foi eleitor de Jair Bolsonaro, desde 2018, quando o então candidato ainda estava no PSL. Disse ter votado em Bolsonaro nos dois turnos em 2018 e 2022, mesmo após ter apoiado Rogério Carvalho no segundo turno da eleição estadual de 2022 — decisão que classificou como estratégica para evitar sua inelegibilidade por dez anos.

Valmir declarou que seu apoio ao bolsonarismo é “por convicção” e antecipou que, em um cenário sem Jair Bolsonaro candidato, apoiaria Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Conflito com Rodrigo Valadares

O prefeito rebateu críticas do deputado federal Rodrigo Valadares, que o acusou de proximidade com o PT. Valmir negou aliança com o partido em Itabaiana, explicando que mantém relação institucional com vereadores de diferentes ideologias, mas reafirmou sua posição política de direita.

Ele também acusou Rodrigo de incoerência política, citando episódios de 2018 em que o deputado teria apoiado candidaturas ligadas ao campo da esquerda. Segundo Valmir, o clima de tensão se intensificou após o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tê-lo citado publicamente como pré-candidato ao governo de Sergipe durante reunião partidária em Brasília. Para o prefeito, a reação de Rodrigo teria sido desproporcional e prejudicial à unidade do grupo oposicionista.

Valmir insinuou que movimentos de Rodrigo e de Ricardo Marques poderiam favorecer indiretamente o atual governador Fábio Mitidieri, ao fragmentar a oposição.

Confirmação de pré-candidatura

O ponto central da entrevista foi o anúncio de que Valmir se afastará da Prefeitura de Itabaiana por 30 dias, sem renunciar ao cargo, para percorrer o estado e avaliar o cenário político. Ele afirmou que, caso perceba um “chamamento popular” semelhante ao de 2022 — quando sustenta ter vencido no primeiro turno antes de ser impedido —, renunciará ao mandato para disputar o Governo de Sergipe. O Diário Oficial de Itabaiana publicará no dia 3 de março o pedido de afastamento do prefeito, assumindo seu vice, Zequinha da Cenoura.

Foto: Rede social

Valmir declarou ter 78% de aprovação em Itabaiana e listou feitos administrativos, como pagamento do piso nacional do magistério e execução de dezenas de obras, como credenciais para governar o estado.

Processos e inelegibilidade

Indagado sobre a fragilidade de sua liminar judicial e a possibilidade de novos processos no Tribunal de Justiça de Sergipe, afirmou não temer eventuais decisões desfavoráveis. Disse confiar na própria conduta administrativa e declarou estar disposto a enfrentar qualquer consequência judicial, reafirmando que sua trajetória é pautada pela “honestidade e palavra cumprida”.

Ao final, reiterou que sua eventual candidatura não é movida por projeto pessoal, mas pela intenção de “fazer no estado o que fez em Itabaiana”, encerrando a entrevista sob forte repercussão nas redes e com audiência recorde na transmissão.

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