Levantamento com alta taxa de indecisos revela equilíbrio entre parlamentares em mandato e destaca desempenho competitivo de nome fora da Assembleia
A pesquisa do Instituto França, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SE-07506/2026, e realizada entre os dias 16 e 18 de março com 1.200 entrevistas, confirma um cenário amplamente fragmentado na corrida por vagas na Assembleia Legislativa de Sergipe. Com margem de erro de ±2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, o levantamento reforça que a disputa segue em aberto e com baixa consolidação de nomes junto ao eleitorado.
No cenário espontâneo — quando o entrevistado cita livremente seu candidato — os números revelam ausência de liderança consolidada. Os nomes mais lembrados aparecem com apenas 0,76% das menções: Cristiano Cavalcante, Hilda Ribeiro, Marcos Oliveira e Paulo Júnior. Em seguida, um bloco com 0,57% reúne Dr. Lidiane Lucena, George Passos, Ibraim de Valmir, Padre Inaldo e o pré-candidato Marcel de Maim.
Marcel de Maim se destaca fora do grupo de parlamentares
Entre os dados mais relevantes do levantamento está o desempenho de Marcel de Maim. Mesmo sem exercer mandato atualmente, ele aparece com 0,57% das citações, ocupando a 8ª colocação geral no cenário espontâneo.

O dado ganha peso ao se observar que os sete nomes à sua frente são todos deputados estaduais em exercício, o que evidencia sua competitividade mesmo fora da estrutura institucional. Marcel é, portanto, o mais bem posicionado entre os pré-candidatos sem mandato, superando inclusive diversos parlamentares que atualmente ocupam cadeiras na Assembleia.
Ex-prefeito de Campo do Brito por duas vezes, Marcel mantém influência política no agreste sergipano e demonstrou capacidade de transferência de votos ao eleger seu sucessor no município. O desempenho na pesquisa indica que seu nome já circula com densidade relevante no eleitorado, mesmo em um cenário de baixa lembrança geral.
Comparativo com deputados em exercício
A análise cruzada com a votação dos atuais deputados estaduais evidencia um ponto importante: nomes que obtiveram votações expressivas na última eleição aparecem agora com índices modestos no cenário espontâneo.
Parlamentares que conquistaram entre cerca de 15 mil e mais de 45 mil votos em 2022 figuram, em muitos casos, com percentuais entre 0,76% e 0,19% na lembrança espontânea.
Esse comportamento sugere um cenário de baixa cristalização de voto, no qual o recall eleitoral ainda está difuso — condição que tende a favorecer candidaturas em crescimento.
Fragmentação e espaço para novos protagonistas
Outro dado central da pesquisa é o elevado índice de indefinição: 62,43% dos entrevistados afirmaram não saber ou se disseram indecisos, enquanto 22,66% declararam voto branco, nulo ou em ninguém.
Na prática, mais de 85% do eleitorado ainda não apresenta uma escolha consolidada no cenário espontâneo. Esse ambiente amplia significativamente a margem de crescimento para pré-candidaturas que conseguem ampliar visibilidade e capilaridade política nos próximos meses.
Tendência de ascensão
Dentro desse contexto, o desempenho de Marcel de Maim pode ser interpretado como um indicativo de “franca ascensão”. Isso porque:
- Parte de um patamar competitivo mesmo sem mandato;
- Supera diversos deputados em exercício na lembrança espontânea;
- Está inserido no grupo intermediário superior da pesquisa;
- Atua em uma região estratégica do estado, com base política consolidada.
Com a disputa ainda aberta e marcada por forte dispersão, o cenário revelado pela pesquisa registrada no TSE sob nº SE-07506/2026 indica que nomes fora da estrutura tradicional, como Marcel, tendem a ganhar protagonismo ao longo do processo eleitoral, especialmente diante do alto índice de indecisos e da ausência de lideranças isoladas.



