Em reunião com prefeitas de todo o país, Emília Corrêa destaca políticas inovadoras de Aracaju voltadas à proteção e autonomia das mulheres, com troca de experiências e foco em cidades mais seguras.
Durante a agenda, Emília integrou uma reunião exclusiva com prefeitas, voltada ao compartilhamento de boas práticas na gestão municipal, com foco em políticas públicas para as mulheres. O encontro foi conduzido pela presidente da comissão, Márcia Conrado, e reuniu gestoras de diversas regiões do país. Ao longo da reunião, foram apresentadas experiências exitosas de diferentes municípios.
No debate, a prefeita de Aracaju também discutiu a importância da mobilidade urbana dentro do conceito de cidades seguras, além de acompanhar iniciativas implementadas em outras cidades que já apresentam resultados positivos. Para a prefeita Emília, o intercâmbio entre gestoras fortalece a construção de políticas públicas mais eficazes. “Nesse primeiro dia, essa troca de experiências entre prefeitas foi extremamente rica. A gente se reconhece nas mesmas pautas: o enfrentamento ao feminicídio, a construção de cidades seguras, o acolhimento das mulheres. Ao mesmo tempo, conhecemos novas iniciativas e também apresentamos o que tem dado certo em Aracaju. Esse compartilhamento fortalece os municípios governados por mulheres”, afirmou.
Na ocasião, a gestora apresentou avanços implementados na capital sergipana, destacando Aracaju como referência na construção de políticas públicas voltadas para as mulheres, com ênfase em proteção, escuta ativa e promoção da autonomia.
“Criamos a Secretaria Municipal da Mulher para coordenar e articular políticas específicas, com atuação integrada a uma rede intersetorial que envolve saúde, assistência social, segurança pública e geração de emprego e renda. Também mantemos um diálogo permanente com instituições como o Tribunal de Justiça, a Defensoria Pública, o Ministério Público e a Câmara de Vereadores, o que fortalece uma atuação conjunta e mais eficaz”, destacou a prefeita.
A prefeita também destacou iniciativas voltadas ao enfrentamento à violência, como a Sala Azul e a Sala Lilás. “Trouxemos para esse encontro a experiência da Sala Azul, e as prefeitas ficaram impressionadas. Não dá para enfrentar a violência contra a mulher sem envolver também os homens, sem trabalhar essa responsabilidade. Esse é um ponto fundamental”, ressaltou.
A Sala Azul é resultado de uma parceria com o Tribunal de Justiça e, após mais de uma década de atuação, foi consolidada como política pública municipal na atual gestão. A iniciativa inclui grupos reflexivos para homens autores de violência. Já a Sala Lilás, recém-inaugurada na sede do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), atua em articulação com a Patrulha Maria da Penha e integra a rede de proteção do município.
“Consolidamos a Sala Azul, com grupos reflexivos para homens autores de violência, reduzindo a reincidência de 60% para 6%, e ampliamos essa política com a Sala Lilás, que garante acolhimento humanizado às mulheres e seus filhos. Estamos estruturando uma política pública mais completa e eficiente”, destacou a prefeita.



