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Arquivo: (Foto: André Moreira)

Prefeita Emília destaca aprovação no Senado como avanço para definir limites da zona de expansão

Aprovação do PLP no Senado viabiliza consulta popular sobre limites da zona de expansão e reforça articulação da Prefeitura de Aracaju para garantir serviços e planejamento urbano na região.

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira, 25, durante a 21ª Sessão Deliberativa Ordinária, o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 6/2024, que abre caminho para a realização de um plebiscito sobre os limites territoriais da zona de expansão, área em disputa entre Aracaju e São Cristóvão. A Prefeitura de Aracaju acompanha a medida como um avanço decisivo para a resolução do impasse, que impacta diretamente o planejamento urbano e a oferta de serviços públicos na região. O projeto segue para a sanção da Presidência da República.

A tramitação do PLP contou com a atuação direta da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, que manteve diálogo permanente com membros do Congresso Nacional para viabilizar o avanço da proposta. A gestora articulou junto à bancada federal e lideranças parlamentares, destacando a importância da medida para assegurar a continuidade dos serviços públicos e o planejamento urbano da capital.

“Essa é uma conquista importante para a população da região, que passa a ter voz ativa na definição do seu próprio território. Seguiremos articulando para garantir a realização do plebiscito, porque são essas pessoas as mais impactadas por qualquer decisão. A Prefeitura de Aracaju permanece presente, assegurando os serviços e acompanhando de perto cada etapa desse processo”, afirma a prefeita Emília Corrêa. 

Como parte do processo de escuta e transparência, a prefeita presidiu duas audiências públicas com moradores da zona de expansão, ocasião em que foram apresentados os objetivos do projeto, os impactos esperados e os próximos passos após a aprovação da matéria, incluindo a realização do plebiscito. O projeto segue agora para sanção, e contará com a atuação do senador relator, Alessandro Vieira, para que ocorra de maneira célere. 

“A Lei Complementar que viabiliza a realização de plebiscito sobre a zona de expansão foi aprovada por unanimidade no Senado. Vai agora para sanção, que vamos agilizar”, garante o senador. 

Senador Alessandro Vieira (Foto : Waldemir Barreto/Agência Senado)

— Agora, com este projeto, haverá a viabilidade técnica e jurídica de uma consulta democrática aos envolvidos. É a solução que melhor atende ao interesse público — registrou o senador Alessandro

Com cerca de 30 mil habitantes, a zona de expansão de Aracaju conta com uma ampla rede de serviços públicos mantida pela Prefeitura, assegurando atendimento contínuo à população. Na área da educação, são 17 escolas municipais em funcionamento, atendendo 7.492 alunos, com investimento mensal de aproximadamente R$ 11,8 milhões, além da garantia do transporte escolar. Na saúde, a região dispõe de três Unidades de Saúde da Família, com atendimento ampliado por meio da atuação de agentes comunitários. Já na assistência social, a população é atendida por equipamentos como CRAS e CREAS, além de programas sociais ativos que fortalecem a rede de proteção.

Além da manutenção dos serviços públicos, a Prefeitura executa obras estruturantes na região por meio do programa Aracaju Cidade do Futuro. A iniciativa prevê investimentos de R$ 165 milhões em macrodrenagem e urbanização nos bairros Mosqueiro e Areia Branca. Parte dos recursos é financiada por meio de empréstimo de US$ 84 milhões junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). O projeto inclui a construção de canais de drenagem, ciclovias, novas avenidas, pavimentação, plantio de 6.500 árvores e a desapropriação de mais de 1 milhão de metros quadrados de áreas para a implantação das intervenções.

Atualmente, a região demanda cerca de R$ 10,7 milhões por mês para manutenção de serviços e infraestrutura. Em comparação, o orçamento anual do município de São Cristóvão é de aproximadamente R$ 352 milhões, valor que, segundo avaliação técnica da Procuradoria Geral do Município de Aracaju (PGM), seria insuficiente para absorver a estrutura atualmente mantida pela capital.

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