Mostra destaca a ancestralidade, os saberes e a resistência do povo Xokó por meio de arte, objetos etnográficos e debates, com programação especial e homenagem a importantes nomes da cultura indígena em Sergipe.
A exposição propõe um mergulho na riqueza estética e cultural do povo Xokó, reunindo obras de arte e objetos etnográficos que narram histórias de ancestralidade, território e resistência. O público poderá conhecer de perto elementos que evidenciam os saberes e práticas mantidos ao longo das gerações.

Além da abertura oficial, o evento também contará com uma mesa-redonda denominada “Entre o Rio e a Memória: o que o povo Xokó nos ensina sobre resistência”, composta por Michele Becker, jornalista, professora universitária e pesquisadora no tema, e Edson Ulisses, desembargador aposentado e com raízes Xokó.
Para a diretora do Memorial de Sergipe, Sayonara Viana, a exposição representa um momento de reconhecimento e valorização dos povos originários. “Essa mostra é um convite para que o público conheça e respeite ainda mais a história e os saberes do povo Xokó, que seguem vivos e presentes na construção da nossa identidade. É também uma forma de dar visibilidade a essas narrativas e fortalecer o diálogo com a cultura indígena em Sergipe”, destacou.
A mostra também presta uma homenagem ao artista Zé do Chalé, reconhecido como um símbolo da resistência cultural indígena em Sergipe, incluindo peças do acervo de José Augusto Garcez, esculturas de Zacarias dos Santos e fotografias de Nailson Moura.
Com curadoria de Sayonara Viana e expografia de Jorge Luiz Barros, a iniciativa reforça o compromisso do Memorial com a valorização dos povos originários e a promoção de espaços de diálogo sobre identidade e cultura. A exposição fica em cartaz por pelo menos três meses.
O Memorial de Sergipe está localizado na Avenida Santos Dumont, nº 100, na Orla de Atalaia, em Aracaju.
Foto: Nailson Moura
Com informações da Comunicação Memorial de Sergipe/Roberto Verona

