Foto: CUT-SE

Marcha do 1º de Maio reúne mais de 2 mil trabalhadores em Aracaju

Ato percorreu bairros da zona norte da capital e reuniu centrais sindicais, movimentos sociais e estudantis em mobilização marcada por críticas à privatização da água, defesa do fim da escala 6×1 e regulamentação do trabalho por aplicativos.

As ruas da zona norte de Aracaju foram ocupadas por trabalhadores, sindicalistas, estudantes e movimentos sociais na manhã desta sexta-feira (1º), durante a Marcha da Classe Trabalhadora de Sergipe. A mobilização, realizada no Dia Internacional do Trabalhador, reuniu mais de 2 mil participantes em um percurso iniciado no bairro 18 do Forte e encerrado no Bairro Industrial.

Com bandeiras, faixas e cartazes, os manifestantes concentraram reivindicações ligadas ao mercado de trabalho e ao acesso a serviços essenciais. Entre os temas mais citados estiveram a redução da jornada semanal sem diminuição salarial, o fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho por aplicativos, críticas à pejotização e ações de enfrentamento à violência contra a mulher.

(Foto: CUT-SE)

A situação do abastecimento de água em Sergipe também esteve entre os assuntos centrais da mobilização. Participantes demonstraram preocupação com falhas no fornecimento registradas em diferentes regiões do estado e questionaram os impactos da concessão do serviço à iniciativa privada.

Durante o ato, lideranças sindicais destacaram a necessidade de ampliar o debate público sobre condições de trabalho, políticas salariais e negociação coletiva. O presidente da CUT em Sergipe e dirigente sindical da educação, Roberto Silva, afirmou que a mobilização buscou reforçar pautas consideradas prioritárias para diversas categorias.

“É uma data simbólica para reunir trabalhadores e fortalecer discussões sobre emprego, renda, direitos e qualidade de vida”, declarou.

Além das pautas trabalhistas e econômicas, o protesto teve manifestações sobre temas políticos nacionais. Cartazes e palavras de ordem também abordaram decisões recentes do Congresso Nacional e desdobramentos ligados aos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

Organizado por centrais sindicais e frentes populares, o ato contou com participação de entidades como CUT, CTB, UGT, CSP-Conlutas, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e Frente Povo na Rua, além de sindicatos ligados às áreas de educação, saúde, serviço público, energia, previdência e movimentos sociais do campo e da cidade.

A Marcha da Classe Trabalhadora integrou a programação local do 1º de Maio e movimentou a capital sergipana ao longo da manhã, consolidando mais uma edição do tradicional ato realizado em Sergipe.

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