Evento realizado em Aracaju reuniu mais de 3,2 mil participantes, representantes de oito países e consolidou o estado como um dos principais polos de investimentos e debates da indústria energética.
O Sergipe Oil & Gas 2026 (SOG26) chegou ao fim nesta sexta-feira (31) após três dias de programação voltada ao fortalecimento da cadeia de óleo, gás e energia. Realizado entre os dias 29 e 31 de julho, no Centro de Convenções AM Malls em Aracaju, o encontro reuniu empresas, instituições, especialistas, investidores e profissionais do setor para discutir investimentos, inovação, infraestrutura, formação de mão de obra e as perspectivas do mercado energético brasileiro.
Ao longo da programação, o evento consolidou-se como um dos principais encontros do segmento no país, promovendo debates técnicos, oportunidades de negócios e conexões entre diferentes elos da indústria.
Números da edição
A organização divulgou um balanço da edição de 2026, que registrou:
- Mais de 3.200 participantes;
- 9 atividades simultâneas;
- Mais de 120 palestrantes, distribuídos em 21 painéis;
- Representantes de 8 países;
- 90 marcas na Business Exhibition;
- 21 instituições apoiadoras;
- 15 patrocinadores;
- 7 mídias parceiras.
Fertilizantes, inovação e gás natural marcaram o segundo dia
O segundo dia do congresso concentrou discussões sobre novas oportunidades para a indústria, tendo como destaque o mercado de fertilizantes, inovação tecnológica e o futuro da produção de gás natural em Sergipe.
Os debates mostraram que a expansão da produção de gás no estado poderá contribuir para reduzir a dependência brasileira da importação de fertilizantes, especialmente da ureia, fortalecendo o agronegócio nacional e ampliando a competitividade da indústria.


A inovação também ganhou espaço com o Bootcamp PetroGas, iniciativa que aproximou startups, empresas e instituições de pesquisa para o desenvolvimento de soluções voltadas aos desafios da cadeia produtiva. A proposta vai além do evento, prevendo o amadurecimento dos projetos e a possibilidade de futuras parcerias comerciais.
Outro tema de destaque foi o Projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), apontado como uma das principais fronteiras de exploração de gás natural do país. Especialistas ressaltaram o potencial do empreendimento para ampliar a oferta de gás, impulsionar novos investimentos e estimular diversos segmentos da economia sergipana.
Encerrando a programação do segundo dia, especialistas discutiram o mercado de descomissionamento de plataformas offshore, considerado uma nova oportunidade para empresas da cadeia de óleo e gás. Sergipe possui dezenas de plataformas fixas que deverão passar pelo processo de retirada, atividade que envolve alta complexidade técnica e demanda por novos fornecedores.
Infraestrutura e qualificação profissional dominaram o último dia
A programação do terceiro e último dia voltou-se para os investimentos necessários ao crescimento da indústria e à formação dos profissionais que irão atender às futuras demandas do setor.
Entre os temas debatidos estiveram o desenvolvimento de um hub logístico de apoio marítimo, aproveitando a estrutura do Terminal Marítimo Inácio Barbosa, além da ampliação da infraestrutura de dutos necessária ao escoamento da produção do Projeto Sergipe Águas Profundas.


Especialistas destacaram que o sistema deverá contar com aproximadamente 120 quilômetros de dutos submarinos, criando oportunidades para empresas prestadoras de serviços e para toda a cadeia de fornecedores.
A formação de mão de obra também recebeu atenção especial no espaço Talentos do Futuro, que reuniu estudantes, universidades e empresas para discutir as competências exigidas pelo mercado de óleo e gás. O ambiente promoveu orientações sobre carreira, empregabilidade e qualificação profissional, aproximando jovens das oportunidades que deverão surgir com a expansão do setor.
Sergipe amplia sua relevância no cenário energético
Ao longo dos três dias, o Sergipe Oil & Gas 2026 reforçou a importância estratégica do estado para a indústria nacional de óleo, gás e energia. A programação evidenciou investimentos em infraestrutura, inovação, exploração em águas profundas, logística, descomissionamento, gás natural e formação de profissionais, temas considerados fundamentais para o desenvolvimento da cadeia produtiva nos próximos anos.

Além dos debates técnicos, o encontro proporcionou networking entre empresas, investidores, instituições de ensino, órgãos públicos e representantes da indústria, fortalecendo o ambiente de negócios e estimulando novas parcerias.
A equipe do Território Nordeste acompanhou toda a programação do evento, realizada em Aracaju entre os dias 29 e 31 de julho, trazendo a cobertura completa dos principais anúncios, debates e perspectivas para um dos setores que mais concentram investimentos previstos para Sergipe.
Fotos: TerritorioPress/RobertoVerona

