Com a Petrobras e Engeman à frente, a reativação da fábrica em Aracaju promete gerar centenas de empregos e fortalecer a segurança do agronegócio nacional.
Após um período de paralisação que impactou a economia local, a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen Sergipe) retomou oficialmente a produção de amônia em 31 de dezembro de 2025. A reativação, liderada comercialmente pela Petrobras e com a Engeman como nova prestadora de serviços operacionais, representa um marco significativo para o estado de Sergipe e para todo o Nordeste, prometendo revitalizar a indústria de fertilizantes, gerar empregos e reduzir a dependência brasileira de insumos externos.
A decisão de reativar a Fafen Sergipe encerra um ciclo de incertezas que se iniciou com a paralisação da unidade em março de 2024. O retorno das operações é estratégico, especialmente diante das oscilações do mercado global de fertilizantes e dos riscos geopolíticos que afetam o abastecimento. A capacidade instalada da Fafen Sergipe para produzir até 1,8 mil toneladas de ureia por dia, juntamente com a Fafen Bahia, que pode alcançar 1,3 mil toneladas diárias, projeta a criação de aproximadamente 800 empregos diretos e indiretos na região.
Essa injeção de postos de trabalho abrange desde a operação industrial e manutenção até a logística e serviços associados, gerando um impacto positivo na renda regional e dinamizando a economia de Sergipe e dos estados vizinhos. O Nordeste, com essa retomada, consolida-se como um polo industrial estratégico, contribuindo para a redução de desigualdades e atraindo novos investimentos.

O novo modelo operacional da Fafen Sergipe envolve a expertise da Petrobras na condução comercial e a atuação técnica da Engeman, selecionada após um processo licitatório em setembro de 2025 para assumir a operação e manutenção da planta. Esse arranjo busca assegurar maior estabilidade e controle produtivo, evitando as interrupções que marcaram períodos anteriores sob gestão privada.
O Governo de Sergipe tem desempenhado um papel ativo e crucial nesse processo. Por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), a gestão estadual manteve diálogo constante com a Petrobras e a Engeman, oferecendo apoio institucional e acompanhando todas as fases da retomada. O secretário Valmor Barbosa reforça o compromisso do estado em garantir a regularidade da fábrica, reconhecendo sua importância para o desenvolvimento econômico estadual.
A Fafen Sergipe, implantada pela Petrobras em 1980, tem um histórico de ser um vetor de desenvolvimento regional, impulsionando obras estruturantes e gerando centenas de empregos. Após um período de hibernação em 2018 e arrendamento à Unigel, que enfrentou dificuldades e paralisou as atividades novamente, a unidade agora inicia uma nova fase com a expectativa de maior previsibilidade operacional.
A reativação da Fafen Sergipe, em Aracaju, transcende a simples retomada de uma unidade industrial. Ela simboliza a reconstrução de uma política de produção integrada de fertilizantes no Brasil, fundamental para o agronegócio nacional. Com o engajamento da Petrobras, a eficiência operacional da Engeman e o apoio contínuo do Governo de Sergipe, a fábrica está posicionada para não apenas suprir parte da demanda interna de fertilizantes, mas também para impulsionar a economia local e regional, solidificando o Nordeste como um centro produtor vital para o desenvolvimento do país nos próximos anos.



