Operação Argos II resulta em busca e apreensão em Santana do São Francisco; investigado é preso por posse ilegal de arma e suspeita de compartilhar arquivos de abuso sexual infantil.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (28), a Operação Argos II com foco no combate ao compartilhamento de material de abuso sexual infantil em ambientes virtuais. O cumprimento de um mandado de busca e apreensão ocorreu em Santana do São Francisco, município do interior sergipano.
Durante a ação, agentes federais recolheram um aparelho celular e outros dispositivos eletrônicos na residência do investigado. A análise desses itens deverá contribuir para o aprofundamento das investigações e identificação de envolvidos em crimes digitais contra crianças e adolescentes.
Além do material digital, os policiais localizaram uma arma de fogo sem registro na casa do suspeito, que foi detido em flagrante por posse ilegal de arma. O homem foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal, onde estão sendo tomadas as medidas legais pertinentes.
Segundo a PF de Sergipe, a operação integra uma série de ações nacionais no enfrentamento ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil na internet. “O objetivo é retirar de circulação conteúdos ilícitos e responsabilizar os envolvidos”, informou o órgão.

Esta é a segunda etapa da Operação Argos na região. Na fase inicial, deflagrada em 21 de janeiro, a Polícia Federal já havia apreendido telefones celulares e outros dispositivos, relacionados à investigação de um homem suspeito de compartilhar mais de 1.600 arquivos com conteúdo de abuso sexual infantil em plataformas online.
Nomenclatura e alerta
Embora o termo “pornografia” ainda seja utilizado em nossa legislação (art. 241-E da Lei nº 8.069, de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente) para definir “qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais”, a comunidade internacional entende que o melhor nessas situações é referir-se a crimes de “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou mesmo “violência sexual de crianças e adolescentes”, pois a nomenclatura ajuda a dar dimensão da violência infligida nas vítimas desses crimes tão devastadores.
Além disso, a Polícia Federal alerta aos pais e aos responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades on-line dos jovens são medidas essenciais de proteção. Estar atento a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou segredo em relação ao uso do celular e do computador, pode ajudar a identificar situações de risco.
É igualmente importante ensinar às crianças e adolescentes como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais, a fim de reforçar que podem e devem procurar ajuda. A prevenção é a maneira mais eficaz de garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes, e a informação continua sendo um instrumento capaz de salvar vidas.
A Polícia Federal reforça a importância de denúncias para o combate efetivo ao crime cibernético e à proteção dos direitos das crianças e adolescentes.
Fonte Polícia Federal https://www.gov.br/pf/pt-br



