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Foto: Polícia Federal SE

Operação mira esquema milionário de tráfico e lavagem de dinheiro em cinco estados

Grupo investigado teria movimentado cerca de R$ 32 milhões entre 2021 e 2025; mandados foram cumpridos em Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Paraíba e Alagoas

Uma ofensiva integrada das forças de segurança colocou no centro das investigações um suposto esquema interestadual de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que, segundo os levantamentos policiais, teria movimentado aproximadamente R$ 32 milhões nos últimos quatro anos.

A Operação Indumentum II foi deflagrada na manhã desta terça-feira (26) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe (FICCO/SE) e cumpriu mandados judiciais em cidades de Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Paraíba e Alagoas.

Em Sergipe, as ações ocorreram em Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Tobias Barreto e Barra dos Coqueiros. Também houve cumprimento de medidas judiciais em Montes Claros, Ribeira do Pombal, João Pessoa e Maceió.

Ao todo, foram executados 11 mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão, além de ordens judiciais para bloqueio de bens e ativos financeiros. As determinações foram expedidas pelo Núcleo de Garantias do Tribunal de Justiça de Sergipe.

Foto: PF-SE

Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava principalmente na distribuição de crack e maconha em Nossa Senhora do Socorro e municípios da Grande Aracaju. A apuração teve início em abril de 2025, durante a primeira fase da Operação Indumentum.

No decorrer das investigações, as forças de segurança identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada por investigados. Entre os indícios apontados estão o uso de contas bancárias de terceiros, depósitos fracionados para dificultar o rastreamento financeiro e aquisição de patrimônio de alto padrão.

Um dos alvos, de acordo com os investigadores, possuía imóvel em condomínio de luxo e veículos de alto valor, cenário que reforçou as suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico interestadual de drogas.

A operação mobilizou equipes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e da Secretaria Nacional de Políticas Penais. Também participaram agentes do Departamento de Narcóticos (Denarc), do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Grupo Tático Operacional Penitenciário (GTOP) e de batalhões da PM sergipana.

As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas pelas autoridades.

Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal.

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