Polícia investiga prejuízo que pode chegar a R$ 315 mil em apenas um mês; cerca de 150 pessoas teriam sido atingidas pelo esquema
Fonte: Polícia Civil de Sergipe
Uma estrutura equipada com dezenas de celulares e computadores, apontada pela Polícia Civil como uma falsa central de atendimento bancário, foi encontrada nesta segunda-feira (10) durante uma operação contra fraudes praticadas em Sergipe. Seis pessoas foram presas.
A ação, denominada Operação Armadilha Digital, foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) e cumpriu mandados de busca e apreensão em imóveis relacionados aos investigados.
Segundo a polícia, o grupo utilizava os equipamentos para abordar correntistas, obter informações bancárias e tentar assumir o controle das contas das vítimas.
As primeiras estimativas da investigação indicam que cerca de 150 pessoas podem ter sido vítimas somente em junho, em diferentes regiões de Sergipe.
Em um dos aparelhos apreendidos, os investigadores localizaram uma conversa na qual um dos suspeitos menciona a retirada de aproximadamente R$ 315 mil das vítimas naquele período.
O montante ainda é tratado como preliminar. A Polícia Civil informou que precisa identificar cada vítima e analisar as movimentações bancárias antes de estabelecer o prejuízo total atribuído ao esquema.
Suspeitos teriam vindo de outros estados
De acordo com o delegado Érico Xavier, da DRCC, os investigados são de outros estados e teriam se deslocado para Sergipe com o objetivo de executar as fraudes.
A Polícia Científica acompanhou a operação e realizou exames preliminares nos celulares, computadores e demais materiais recolhidos.
Segundo a investigação, informações encontradas nos equipamentos são compatíveis com elementos que já haviam sido reunidos pelos policiais durante a apuração.
Anúncios de crédito eram usados para atrair vítimas
A fraude começava, conforme a Polícia Civil, com anúncios divulgados nas redes sociais oferecendo crédito em condições consideradas atrativas.
Depois do primeiro contato, a vítima era direcionada para aplicativos de mensagens. Os suspeitos simulavam um atendimento bancário e solicitavam informações pessoais.

Em seguida, era enviado um link que direcionava o correntista a uma página falsa semelhante ao ambiente digital de uma instituição financeira. Nesse momento, dados como login e senha poderiam ser capturados.
A etapa seguinte consistia na tentativa de cadastrar outro aparelho para acessar a conta.
Para concluir o procedimento, o banco enviava um código de segurança por SMS ao verdadeiro titular. A vítima era convencida a repassar esse código sob a justificativa de que a informação seria necessária para a liberação do suposto crédito.
Com o código, os golpistas conseguiam autorizar o dispositivo e acessar a conta, segundo a investigação.
Polícia alerta para códigos e links enviados por mensagens
A orientação da Polícia Civil é não fornecer a terceiros códigos recebidos por SMS, senhas, informações de acesso ou outros dados bancários.
Links enviados durante abordagens por aplicativos de mensagens também devem ser evitados, principalmente quando a conversa envolve ofertas de crédito ou outras vantagens financeiras.
Em caso de dúvida, a recomendação é interromper o contato e procurar diretamente os canais oficiais da instituição financeira, utilizando o aplicativo do banco ou digitando o endereço oficial no navegador.
A investigação seguirá com a perícia dos equipamentos apreendidos, identificação das vítimas, levantamento dos prejuízos e apuração sobre a possível participação de outras pessoas.

