Quinta-feira, 15 de outubro de 2026 · Aracaju/SE MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Aracaju prepara novo Plano Diretor e prevê envio do projeto à Câmara no primeiro semestre de 2027

Prefeitura apresentou nesta quarta-feira (14) planejamento que inclui mobilidade urbana, prevenção de alagamentos e ocupação do solo. Revisão ocorre após 26 anos.

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Para Emília Corrêa, Aracaju possui muitas áreas de risco, de vulnerabilidade e regiões sensíveis, e precisamos trabalhar essas questões.
Para Emília Corrêa, Aracaju possui muitas áreas de risco, de vulnerabilidade e regiões sensíveis, e precisamos trabalhar essas questões. Foto: Roberto Verona

A Prefeitura de Aracaju apresentou, nesta quarta-feira (14), o Plano de Macroestruturação Urbana e Ambiental, que passa a integrar o processo de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) da capital. A proposta reúne medidas para organizar o crescimento da cidade, melhorar a mobilidade e enfrentar problemas relacionados às áreas de risco e às mudanças climáticas.

O planejamento inclui dois instrumentos que serão elaborados em conjunto com a revisão do Plano Diretor: o Plano Municipal de Mobilidade Urbana (PlanMob) e o Plano de Gestão de Riscos e Resiliência Urbana.

Aracaju prepara novo Plano Diretor e prevê envio do projeto à Câmara no primeiro semestre de 2027

Durante a apresentação, a prefeita Emília Corrêa destacou que Aracaju está há 26 anos sem revisar seu Plano Diretor e afirmou que a intenção é encaminhar o novo projeto à Câmara Municipal no primeiro semestre de 2027.

A prefeita também reconheceu problemas enfrentados diariamente pelos moradores, especialmente no transporte coletivo, nas condições das calçadas e na infraestrutura destinada aos ciclistas.

“As bicicletas sofrem muito em Aracaju, os ciclistas, as calçadas não estão adequadas e a acessibilidade é prioridade também na nossa gestão”
Prefeita Emília Corrêa
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Segundo a administração municipal, equipes técnicas já estão realizando levantamentos e ouvindo a população, principalmente nos terminais de ônibus. As informações deverão contribuir para a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana.

Mobilidade e áreas de risco entram no planejamento

O PlanMob deverá tratar da circulação de veículos, do transporte coletivo, dos deslocamentos de pedestres e ciclistas e das condições de acessibilidade.

Já o Plano de Gestão de Riscos e Resiliência Urbana terá como foco as regiões mais vulneráveis da capital, incluindo áreas sujeitas a alagamentos e outros problemas relacionados às condições ambientais.

A proposta também prevê a elaboração de uma carta geotécnica, documento que deverá identificar áreas adequadas à urbanização, locais onde a ocupação exige cuidados e regiões que precisam de proteção.

O trabalho contempla ainda a organização de mapas, dados territoriais e a atualização de normas municipais relacionadas a obras e ocupação urbana.

Equipe de trabalho do Plano Diretor
Equipe de trabalho do Plano Diretor (Foto: Roberto Verona)

Primeira audiência pública será em 3 de novembro

A revisão do Plano Diretor começou em fevereiro de 2025 e está na fase preparatória.

De acordo com a coordenadora-geral do Grupo Gestor da Revisão do Plano Diretor, Alana Vasconcelos, a próxima etapa será dedicada ao diagnóstico da cidade, com a participação de moradores e representantes de diferentes setores.

Alana Vasconcelos, coordenadora-geral do Grupo Gestor da Revisão do Plano Diretor
Alana Vasconcelos, coordenadora-geral do Grupo Gestor da Revisão do Plano Diretor (Foto: Roberto Verona)

A primeira audiência pública está marcada para o dia 3 de novembro, às 14h, no Ministério Público de Sergipe. Durante o encontro, será apresentado o cronograma das próximas audiências.

O Plano Diretor estabelece regras para o crescimento e a ocupação da cidade, incluindo a definição de áreas residenciais, comerciais e de uso misto.

A promotora de Justiça Ana Paula Machado Costa Menezes chamou a atenção para a necessidade de atualizar a legislação urbanística de Aracaju, cujo plano vigente é de 2000. Segundo ela, a definição das zonas urbanas é necessária para reduzir conflitos entre diferentes atividades e usos do território.

A expectativa apresentada pela gestão municipal é concluir as etapas técnicas e encaminhar o projeto à Câmara no primeiro semestre de 2027, quando o texto deverá ser discutido pelos vereadores.