Fonte: Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE)
Os empregados da Caixa Econômica Federal em Sergipe decidiram manter a greve após rejeitarem a proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. A decisão foi tomada em assembleia virtual realizada nesta segunda-feira (21).
Segundo o Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), 68,84% dos participantes votaram pela rejeição da proposta e pela continuidade da paralisação. Outros 30,14% foram favoráveis à aprovação e 1,02% se abstiveram.
A greve dos empregados da Caixa começou no dia 10 de setembro e ocorre em âmbito nacional. Entre os principais pontos em discussão estão o custeio do Saúde Caixa, os dias parados, carreira e condições de trabalho.
Saúde Caixa permanece no centro das negociações
A proposta apresentada pela Caixa ampliou de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de participação do banco no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027. Também manteve o pacto intergeracional, sem cobrança de mensalidades diferenciadas por faixa etária.
Apesar das mudanças, os trabalhadores defendem o restabelecimento do modelo de custeio na proporção de 70% para a Caixa e 30% para os empregados.
Pela proposta submetida à votação, a partir de 2027 a contribuição do titular será de 3,7% da remuneração-base. Para dependentes diretos, o valor previsto é de R$ 560.
Outro ponto levantado pela representação sindical envolve os empregados admitidos após agosto de 2018. A categoria cobra igualdade de condições para manutenção do plano na aposentadoria com participação financeira da Caixa.
Compensação dos dias de greve também gera impasse
A forma de tratamento dos dias parados é outra divergência entre o banco e os empregados. A Caixa propôs a compensação das horas em até 180 dias. Os trabalhadores defendem o abono integral do período de paralisação.
De acordo com o SEEB/SE, questões relacionadas à carreira, organização e condições de trabalho também permanecem na pauta das negociações.
A decisão tomada em Sergipe acompanha o movimento nacional de rejeição da proposta. Em assembleia realizada em São Paulo, Osasco e região, por exemplo, 59,3% dos participantes votaram contra os termos apresentados pela Caixa.
Com a manutenção da greve, as entidades sindicais acompanham os resultados das assembleias realizadas pelo país e as próximas negociações com a instituição.





