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Emília Corrêa defende investigação e diz que Prefeitura vai colaborar com Operação Pecúnia

Prefeita se pronunciou pelas redes sociais após buscas realizadas nesta sexta-feira (18); Polícia Civil investiga suspeitas de irregularidades em contratos e processos licitatórios

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Emília Corrêa defende investigação e diz que Prefeitura vai colaborar com Operação Pecúnia
Foto: SSP-SE

Com informações da SSP/SE e posicionamento da Prefeitura de Aracaju

A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, se pronunciou na tarde desta sexta-feira, 18 de setembro, sobre a Operação Pecúnia, deflagrada pela Polícia Civil para investigar suspeitas de fraudes e irregularidades em processos licitatórios e contratos administrativos do município. Em vídeo publicado em suas redes sociais, ela afirmou que apoia a apuração e que eventuais responsáveis por irregularidades devem responder pelos atos.

“Eu defendo toda e qualquer investigação. Se existem dúvidas sobre contratos, processos ou recursos públicos, que sejam apuradas. Se houver irregularidades e responsáveis, que respondam pelos seus atos. Eu quero que tudo seja esclarecido”, declarou.

O pronunciamento ocorreu após policiais cumprirem cinco mandados de busca e apreensão. Segundo a Polícia Civil, as medidas buscam fortalecer as provas reunidas em um inquérito que segue em andamento.

Investigação começou após apreensão de R$ 240 mil

De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início em junho deste ano, após a apreensão de R$ 240 mil em espécie com um gestor público municipal.

A partir da análise de documentos e dados telemáticos, os investigadores identificaram indícios relacionados a contratações realizadas diretamente, sem o devido processo licitatório.

Um dos contratos sob apuração tem valor de R$ 1.730.631,50 e, conforme a polícia, foi assinado em 23 de junho, poucas horas antes da apreensão do dinheiro.

A Polícia Civil também analisou o histórico de contratos da empresa investigada com o poder público entre 2017 e 2026. Conforme os dados divulgados pela corporação, a Secretaria Municipal da Educação de Aracaju (Semed) responde por R$ 19.693.358,45 dos R$ 23.342.601,16 contratados com a empresa no período, o equivalente a 84,14% do total.

Os investigadores informaram ainda ter identificado crescimento no volume de contratações durante a atual administração municipal. Esse ponto integra a investigação e, por si só, não representa conclusão sobre eventual responsabilidade de agentes públicos.

Emília diz que não se opõe às apurações

No vídeo publicado nas redes sociais, Emília afirmou que não se opõe às investigações e defendeu que os fatos sejam esclarecidos.

Emília Corrêa 

“Eu não tenho medo de investigação. Eu quero que os fatos sejam apurados e que a verdade apareça”.
Emília Corrêa
 
A prefeita também declarou que, ao assumir o município, encontrou uma administração dependente de contratos emergenciais e que sua gestão passou a organizar processos e realizar licitações. A declaração apresenta a versão da chefe do Executivo municipal sobre as contratações e a situação encontrada no início da gestão.

Em outro trecho, Emília afirmou que a Controladoria-Geral do Município (CGM) procurou obter informações sobre a investigação, mas recebeu como resposta que os elementos estavam protegidos por sigilo.

Prefeita questiona momento da operação

Emília também comentou a realização da operação durante o período eleitoral. No pronunciamento, questionou a proximidade das ações envolvendo a Prefeitura com as eleições e perguntou se investigações semelhantes estão sendo realizadas em outros órgãos públicos.

O questionamento sobre o momento da operação foi feito pela própria prefeita. As informações divulgadas até agora sobre a Operação Pecúnia não estabelecem relação entre a investigação e o processo eleitoral.

Mesmo ao levantar o questionamento, Emília voltou a defender a continuidade das apurações.

“Eu defendo as investigações, mas as instituições devem cumprir seu papel com isenção, critérios técnicos e respeito ao devido processo legal”

Prefeitura pede acesso ao inquérito

Em nota, a Prefeitura de Aracaju informou que a Controladoria-Geral do Município já havia solicitado oficialmente à Polícia Civil informações sobre o caso, mas o acesso teria sido negado devido ao sigilo da investigação.

Após receber a informação de que o sigilo teria sido retirado por decisão judicial, a CGM reiterou ao delegado-geral da Polícia Civil o pedido de acesso à íntegra do inquérito e aos demais elementos reunidos na investigação.

A administração municipal informou ainda que permanecerá à disposição das autoridades para fornecer documentos e informações solicitados.

Os trabalhos da Operação Pecúnia são conduzidos pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), com apoio da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) e da Divisão de Recuperação de Ativos (Recupera).

As diligências seguem em andamento para aprofundar a análise dos contratos, documentos e demais elementos reunidos durante a investigação.