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Foto: Arthuro Paganini

Sergipe registra maior alta de renda do Nordeste e alcança rendimento médio de R$ 2,5 mil em 2025

Estado teve crescimento de 11,7% na renda mensal média e atingiu o segundo maior rendimento do Nordeste, segundo dados da Pnad Contínua analisados pelo Observatório de Sergipe

Sergipe apresentou um avanço expressivo na renda da população em 2025 e registrou o maior crescimento percentual entre os estados do Nordeste. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Observatório de Sergipe, apontam que o rendimento médio mensal dos sergipanos chegou a R$ 2.591, alta de 11,7% em relação a 2024.

O desempenho colocou Sergipe como o estado com maior crescimento de renda da região e com a segunda maior alta do Brasil no período analisado.

Os números consideram todas as fontes de rendimento da população, incluindo salários, aposentadorias, pensões e programas sociais. No cenário regional, Sergipe também alcançou o segundo maior rendimento médio mensal do Nordeste em 2025.

Outro dado que chama atenção é o aumento no percentual de sergipanos com algum tipo de rendimento. Segundo a pesquisa, 65,2% da população do estado, estimada em cerca de 2,3 milhões de habitantes, declarou possuir alguma fonte de renda — o maior índice já registrado desde o início da série histórica da Pnad Contínua.

Renda do trabalho bate recorde histórico

Quando analisados apenas os rendimentos provenientes do trabalho, Sergipe também apresentou desempenho recorde. O rendimento médio mensal alcançou R$ 2.855 em 2025, maior valor da série histórica, representando crescimento de 14,7% em comparação ao ano anterior.

De acordo com a gerente de Estudos Socioeconômicos do Observatório de Sergipe, Michele Doria, os resultados refletem uma combinação entre dinamismo econômico e ampliação de oportunidades no estado.

“Esses resultados refletem a dinâmica econômica do estado e a ampliação das oportunidades. A pesquisa é importante para acompanhar a evolução da renda e orientar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento e à melhoria da qualidade de vida”, destacou.

Desigualdade e Bolsa Família

Além dos dados de renda, a Pnad também trouxe indicadores sobre desigualdade social em Sergipe. O estado registrou 0,532 no Índice de Gini para rendimento médio mensal real domiciliar per capita. No recorte de rendimento médio mensal habitualmente recebido em todos os trabalhos, o índice ficou em 0,536.

O Índice de Gini mede a concentração de renda em um território e varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade.

Já em relação ao Bolsa Família, houve redução no número de domicílios beneficiados. Em 2025, 29,6% das residências sergipanas recebiam recursos do programa, ante 33,2% em 2024, uma queda de 3,6 pontos percentuais.

Mesmo entre as famílias beneficiárias, a diferença de renda ainda permanece significativa. O rendimento domiciliar per capita médio das residências que recebem o benefício foi de R$ 658, valor que representa menos de 30% da renda média registrada em lares sem acesso ao programa.

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