Reunião entre a Comissão de Estudos da Prefeitura e a empresa autorizada a realizá-los, Droneportes do Brasil. Fotos: Ascom/Sempi.

Aracaju avança em projeto de droneports e pode ampliar entregas aéreas na capital

Estudos para implantação de estruturas de apoio a drones entram na reta final e colocam Aracaju no radar da inovação logística

Aracaju deu mais um passo no planejamento de um projeto que pode transformar parte da logística urbana da capital. A Prefeitura reuniu nesta terça-feira (28) equipes técnicas e representantes da empresa responsável pelos estudos de implantação de droneports — estruturas voltadas para pouso, decolagem e apoio operacional de drones usados em entregas e transporte de pequenas cargas.

A reunião aconteceu no Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos e marcou a etapa final de alinhamento antes da entrega do relatório definitivo, prevista para 4 de maio. O documento reúne análises técnicas, operacionais, ambientais, jurídicas e econômico-financeiras para avaliar a viabilidade do projeto em Aracaju.

A proposta prevê, em sua fase inicial, a instalação de cerca de oito droneports, com seis pontos já considerados viáveis para a primeira etapa. A ideia é criar uma rede de apoio para operações de delivery e transporte de cargas leves, integrando o modal aéreo ao transporte terrestre.

Na prática, parte das entregas poderia ser feita por drones em trajetos estratégicos, enquanto motoboys fariam o trecho final até o consumidor. O modelo busca reduzir tempo de deslocamento e otimizar rotas dentro da cidade.

Além da operação logística, os estudos também incluem infraestrutura de suporte para entregadores, com previsão de espaços equipados com banheiros, pontos de hidratação, conexão elétrica e internet.

Foto: iFood

Segundo o diretor de projetos da Droneportos do Brasil, Vitor Antunes, Aracaju já ocupa posição de destaque nacional no setor por abrigar uma rota comercial de delivery por drones entre o Shopping Riomar e a Barra dos Coqueiros.

O município de Aracaju já é pioneiro em iniciativas de drone delivery, a partir de uma parceria com a Speedbird e o iFood, sendo hoje a única rota comercial operacional. Mas é fundamental que o município também se posicione como co-regulador desse tema, atuando em conjunto com órgãos como a Anac e o Decea”, afirmou.

A próxima fase do projeto inclui análise técnica do material pela comissão municipal e posterior consulta pública. A etapa deve abrir espaço para participação da sociedade, especialistas e órgãos reguladores, incluindo discussões sobre impactos ambientais, segurança aérea e integração urbana.

Entre os pontos analisados estão rotas de voo, interferência no espaço urbano e medidas para minimizar impactos sobre aves e fauna local. A proposta também depende de alinhamento com órgãos como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

Se aprovado, o projeto pode consolidar Aracaju como uma das primeiras capitais brasileiras a estruturar uma rede urbana de droneports voltada ao transporte comercial.

Roberto Verona com informações da PMA

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