Corpo de Bombeiros alerta para aumento expressivo de ocorrências e orienta banhistas sobre cuidados em caso de contato com os animais marinhos
O fim de semana foi marcado por um aumento significativo no número de acidentes envolvendo caravelas nas praias de Aracaju. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE), cerca de 44 pessoas precisaram de atendimento após contato com os animais marinhos, conhecidos por provocar queimaduras, ardência e reações alérgicas na pele.
Apesar do grande número de ocorrências registradas nas praias da capital sergipana, nenhuma vítima precisou ser encaminhada para atendimento hospitalar.
Segundo os dados do CBMSE, os acidentes registrados nos últimos dias contribuíram para elevar ainda mais o número de ocorrências em 2026. Entre janeiro e maio, já foram contabilizados 146 atendimentos relacionados a caravelas no litoral sergipano. O total representa um aumento de 342% em comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com o chefe da Seção de Guarda-Vidas do Corpo de Bombeiros, tenente Igor Cunha, a presença das caravelas na faixa litorânea está diretamente ligada às condições climáticas e marítimas.
“Os ventos e correntes marítimas trazem essas caravelas para a costa”, explicou o militar.
Sintomas podem variar de queimaduras a reações alérgicas graves
O Corpo de Bombeiros orienta que, ao encontrar o animal na areia ou na água, as pessoas evitem qualquer contato com os tentáculos, já que é nessa estrutura que estão concentradas as toxinas liberadas pelas caravelas.
Os sintomas mais comuns incluem vermelhidão, ardência intensa, sensação de queimadura e irritação na pele. Em alguns casos, também podem ocorrer reações alérgicas mais graves.
Em situações de acidente, a recomendação é remover os tentáculos com cuidado, utilizando objetos como cartões ou sacolas plásticas, evitando o contato direto com as mãos. Em seguida, a área afetada deve ser lavada com vinagre e enxaguada com água do mar, sem esfregar o local.
Os bombeiros alertam ainda que o uso de água doce não é indicado, pois pode intensificar a liberação das toxinas e agravar os sintomas.
O tenente Igor Cunha também chama atenção para sinais de maior gravidade, como náuseas, falta de ar e reações alérgicas intensas, que exigem atendimento médico imediato.
“Pode haver uma reação alérgica importante, então, em casos de náusea e dificuldade respiratória, a vítima deve procurar atendimento médico imediatamente”, destacou.
Com informações do CBSE

