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Paralisação dos Bancários de 24h é nesta quinta-feira, dia 20

Em plena Campanha Salarial, “a nossa categoria segue firme defendendo aumento real, valorização nos pisos, tíquetes, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI”, afirma o presidente do SEEB/SE, Adilson Azevedo, que integra o Comando dos Bancários e vem participando ativamente das negociações

Em meio à Campanha Nacional dos Bancários 2026, o Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) reforça a deliberação das assembleias da categoria em todo o país pela Paralisação Nacional de 24h nesta quinta-feira, dia 20 de agosto.

A paralisação é fruto da decisão de rejeição dos bancários e bancárias de todo o país à proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de congelar o piso de ingresso e separar o reajuste salarial em três faixas diferenciadas. O tema repercutiu na última rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, realizada na última terça-feira (18), na capital paulista.

Nessa oitava rodada da Campanha Nacional Unificada, o Comando cobrou propostas concretas e defendeu aumento real e melhores condições de trabalho. Os bancos vêm frustrando os trabalhadores ao não apresentar nenhuma proposta de índice de reajuste salarial, limitando-se a propor o congelamento do piso de ingresso para novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, sem especificar os parâmetros dessas faixas nem os percentuais definidos para cada uma delas.

Antes de propor o congelamento e a diferenciação de aumento por faixas, a Fenaban chegou a sugerir a redução no valor do vale-refeição e alimentação nas cidades do interior, mantendo a possibilidade de aumento apenas nas grandes capitais.

“O Comando foi firme: não aceitaremos retirada de direitos. Estamos determinados a defender a minuta aprovada pelos bancários e bancárias por aumento real, valorização nos pisos, tíquetes, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI”, afirmou o presidente do SEEB/SE, Adilson Azevedo, integrante do Comando dos Bancários.

Nesta terça-feira, após o resultado das assembleias, o movimento bancário comemorou a retirada das propostas de reajustes por faixas salariais, de fragmentação do aumento do vale-refeição e vale-alimentação entre cidades maiores e menores, e de congelamento do piso de ingresso para novos bancários. Porém, apesar do recuo, a representação dos bancos não apresentou nenhuma proposta de índice de reajuste nesta rodada. Sob a alegação de boa-fé negocial, a Fenaban questionou a motivação da paralisação de 20 de agosto, aprovada por 90% dos bancários nas assembleias.

Os bancos também solicitaram uma pausa no início da rodada, que se estendeu até as 16h. No retorno, condicionaram o prosseguimento das negociações à desistência da paralisação de quinta-feira (20) por parte da categoria.

O Comando Nacional recusou a exigência. “Esse ciclo que começou com as assembleias na segunda-feira (17) e culminou na aprovação do dia nacional de paralisação nesta quinta é resultado da má vontade da Fenaban na mesa de negociação. É uma reação da categoria à falta de propostas de reajuste e melhores condições de trabalho”, destacou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT.

O Comando Nacional voltou a cobrar a garantia da ultratividade, mecanismo que assegura que os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) permaneçam válidos mesmo após o fim da vigência do contrato, até que um novo acordo seja assinado. A Fenaban negou o pedido e ameaçou, mais uma vez, levar a negociação ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

“O fim da ultratividade foi um dos malefícios da reforma trabalhista de 2017, aprovada pelo Congresso Nacional e relatada por Rogério Marinho, hoje coordenador do programa de governo do candidato Flávio Bolsonaro. É fundamental que a categoria não reeleja deputados que votam pela perda de direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores”, reforçou Juvandia Moreira.

Além de acabar com a ultratividade, a reforma trabalhista de 2017 atacou a organização sindical, permitiu a pejotização (que precariza empregos e retira a proteção da convenção coletiva) e autorizou a terceirização para todas as atividades, que antes era restrita às atividades-meio (como vigilância e limpeza).

Após nova pausa solicitada pela própria entidade, a Fenaban retornou à mesa anunciando a retomada das negociações para a próxima segunda-feira (24), após uma reunião com todo o setor bancário na sexta-feira (21) para alinhar a proposta global.

Agenda

Dia nacional de paralisação: 20 de agosto (quinta-feira)

Retomada das negociações entre Comando Nacional e Fenaban: 24 de agosto (segunda-feira)

Por Déa Jacobina ASCOM do SEEB/SE Com Fonte do Portal da Contraf

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