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Cientistas sergipanos aparecem em ranking mundial de pesquisadores mais citados

Levantamento internacional ligado à Universidade de Stanford destaca pesquisadores de Sergipe nas áreas de saúde, química medicinal, farmacologia e odontologia.

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Cientistas sergipanos aparecem em ranking mundial de pesquisadores mais citados
(foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

Sete pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) aparecem na edição de 2026 de um levantamento internacional que identifica cientistas com maior impacto acadêmico em suas áreas de atuação. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (22) pela instituição.

A classificação, elaborada com participação de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, utiliza dados da editora científica Elsevier e considera indicadores como o número de citações de trabalhos científicos publicados em revistas especializadas.

Entre os sete nomes da UFS, quatro desenvolvem pesquisas na área de química medicinal. Os demais atuam em farmacologia, farmácia, medicina, saúde pública e odontologia.

Conheça os sete pesquisadores da UFS

Os profissionais que aparecem no levantamento internacional, em ordem alfabética, são:

Adriana Gibara Guimarães – Química Medicinal;

Adriano Antunes de Souza Araújo – Farmacologia e Farmácia;

André Faro – Medicina e Saúde Pública;

Jullyana de Souza Siqueira Quintans – Química Medicinal;

Lucindo José Quintans Júnior – Química Medicinal;

Mairim Russo Serafini – Química Medicinal;

Paulo Ricardo Saquete Martins-Filho – Odontologia e Saúde Pública.

A presença desses profissionais na classificação indica que estudos desenvolvidos na universidade sergipana são utilizados e citados por outros pesquisadores, inclusive fora do Brasil.

O resultado também chama atenção para a participação das universidades públicas nordestinas na produção científica internacional.

Como os pesquisadores são selecionados

O levantamento é organizado pelo pesquisador John P. A. Ioannidis, vinculado à Universidade de Stanford, a partir de informações da base científica Scopus.

A metodologia considera diferentes indicadores bibliométricos, incluindo a quantidade de citações recebidas, o índice h — utilizado para avaliar a produção e a repercussão dos trabalhos científicos — e a posição dos pesquisadores na autoria dos artigos.

A lista contempla cientistas que figuram entre os 100 mil mais bem classificados mundialmente ou entre os 2% de maior destaque em suas respectivas subáreas de conhecimento.

São utilizadas duas formas de avaliação: uma considera a produção científica acumulada ao longo da carreira, enquanto a outra analisa o impacto das publicações em um período mais recente. Na edição de 2026, esta última utiliza dados referentes a 2025.

Os resultados foram disponibilizados para consulta pública em 7 de outubro.

Pesquisas realizadas em Sergipe ganham visibilidade internacional

A inclusão dos sete pesquisadores coloca em evidência trabalhos desenvolvidos nos laboratórios, grupos de pesquisa e programas de pós-graduação da UFS.

Embora o levantamento considere indicadores individuais, a produção científica nas universidades envolve também a participação de estudantes de graduação, mestrandos, doutorandos e equipes técnicas.

A concentração de pesquisadores nas áreas relacionadas à saúde e aos medicamentos evidencia a presença desses campos de estudo na produção acadêmica da universidade.

O levantamento mede o impacto das publicações na comunidade científica. Portanto, a classificação não representa, necessariamente, uma avaliação direta da qualidade de todos os estudos ou dos benefícios práticos de cada pesquisa.

Fonte: Universidade Federal de Sergipe (UFS), com informações sobre o levantamento Stanford/Elsevier.