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Sergipe registra segundo maior aumento do país na emissão de CNHs em 2026

Emissões cresceram 69,5% entre janeiro e agosto; estado também ficou em segundo lugar no aumento dos pedidos de primeira habilitação

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Sergipe registra segundo maior aumento do país na emissão de CNHs em 2026
Foto: Shutterstock

Sergipe registrou o segundo maior crescimento do Brasil na emissão de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) entre janeiro e agosto de 2026. O número de documentos emitidos no estado aumentou 69,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado deixou Sergipe atrás apenas da Paraíba, onde o crescimento chegou a 77%. Os dados foram divulgados pelo Ministério dos Transportes e fazem parte do balanço do programa CNH do Brasil, lançado em dezembro de 2025.

O estado também aparece entre os primeiros do país quando considerada a procura pela primeira habilitação. Os requerimentos para abertura do processo cresceram 472,5% em Sergipe, novamente o segundo maior percentual entre as unidades da Federação.

Nesse indicador, o Amapá liderou, com aumento de 485,8%. A variação registrada em Sergipe ficou acima da média nacional, de 216%.

Mudanças no processo de habilitação

O programa CNH do Brasil alterou etapas para obtenção da primeira carteira de motorista. Entre as mudanças estão a oferta gratuita e digital do curso teórico, a digitalização de procedimentos e a possibilidade de contratar instrutores autônomos autorizados pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans).

Na formação prática, a carga horária mínima obrigatória foi reduzida de 20 para duas horas.

Em todo o país, mais de 7,3 milhões de requerimentos de primeira habilitação foram registrados nos primeiros nove meses do programa. Até agosto, mais de 2 milhões de documentos haviam sido emitidos.

Na comparação com o mesmo período de 2025, o número de habilitados cresceu 17,1% no Brasil, com 292.639 novos condutores a mais.

Nordeste se destaca entre mulheres e instrutores autônomos

O levantamento também mostra crescimento da entrada de mulheres no processo de habilitação. O número passou de 1.056.960, em 2025, para 1.246.979 em 2026, aumento de 18%.

O Nordeste apresentou a maior variação regional nesse indicador, de 54,7%. O Norte veio em seguida, com 31,9%.

A região também teve uma das maiores adesões à formação prática com instrutores autônomos. No Nordeste, esses profissionais responderam por 27,4% dos cursos contabilizados nessa modalidade, atrás apenas do Norte, com 30,7%.

No país, dos 4.182.803 cursos práticos registrados em 2026, 552.994 foram conduzidos por instrutores autônomos, equivalente a 13,2% do total. Os centros de formação responderam pelos demais 86,8%.

Processo ficou mais rápido no país

O tempo necessário para conseguir a primeira habilitação também diminuiu. A mediana nacional caiu de 210 para 147 dias, redução de 63 dias, ou 30%.

Na prática, o indicador mostra que metade dos candidatos concluiu o processo em até 147 dias, enquanto a outra metade levou um período maior.

Considerando o tempo médio por região, houve redução nas cinco regiões brasileiras. A maior queda ocorreu no Sul, de 42,4%, seguida pelo Norte, com 40,5%. No Nordeste, a redução foi de 34,6%.

A procura pela primeira CNH também cresceu entre candidatos mais velhos. O maior aumento ocorreu entre pessoas com 55 anos ou mais, com avanço de 53,4%. Na sequência aparecem as faixas de 45 a 54 anos, com 37,4%, e de 35 a 44 anos, com 29,7%.

Até agosto, 4,38 milhões de cursos teóricos haviam sido realizados no Brasil, mais que o dobro dos 1,98 milhão registrados no mesmo período de 2025.

Roberto Verona com informações do Ministério dos Transportes