Quinta-feira, 24 de setembro de 2026 · Aracaju/SE MPJ | Mais Pelo Jornalismo
Publicidade
Publicidade

Suspeito de oferecer mais de R$ 50 milhões para viabilizar invasão de sistema financeiro é preso na Bahia

Investigação da Polícia Civil de Sergipe aponta que homem tentou cooptar funcionário de uma instituição financeira; prisão ocorreu em Lauro de Freitas

Compartilhar
Suspeito de oferecer mais de R$ 50 milhões para viabilizar invasão de sistema financeiro é preso na Bahia
Foto: SSP-SE

Com informações e foto da Secretaria da Segurança Pública de Sergipe

Um homem investigado por tentar cooptar um funcionário de uma instituição financeira para obter acesso aos sistemas da empresa foi preso na quarta-feira (23), em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Segundo a Polícia Civil de Sergipe, o suspeito chegou a oferecer mais de R$ 50 milhões pela colaboração do servidor.

A prisão ocorreu durante a Operação Zero Rastro, conduzida pelo Departamento de Crimes contra o Patrimônio, com apoio da Divisão de Inteligência de Planejamento Policial e da Polícia Civil da Bahia.

De acordo com a investigação, a abordagem ao funcionário começou em abril deste ano, por meio do WhatsApp. O suspeito teria se apresentado como especialista em tecnologia e cibersegurança antes de propor uma ação para invadir os sistemas da instituição financeira.

Suspeito perguntou sobre pagamento em dinheiro ou criptomoedas

Conforme a Polícia Civil, durante as conversas o investigado ofereceu vantagem financeira para conseguir a colaboração do funcionário. Em uma das mensagens, teria mencionado uma quantia superior a R$ 50 milhões e perguntado se o pagamento deveria ser realizado em dinheiro ou criptomoedas.

O homem também teria solicitado informações sobre a estrutura tecnológica da instituição e discutido formas de obter acesso indevido aos sistemas.

Parte das mensagens, segundo os investigadores, foi enviada pelo recurso de visualização única do WhatsApp, que impede o acesso ao conteúdo após a abertura. A polícia apura se o recurso era utilizado como forma de dificultar o rastreamento das conversas.

O nome da operação faz referência à expressão “zero rastro”, que teria sido utilizada pelo próprio investigado ao afirmar ao funcionário que a invasão poderia ocorrer sem deixar vestígios.

A Polícia Civil informou ainda que o suspeito alegou, durante as conversas, ter participado de invasões anteriores contra grandes instituições. A veracidade dessas declarações também é objeto da investigação.

Funcionário denunciou abordagem

O funcionário procurado pelo suspeito comunicou a abordagem ao setor de segurança da instituição financeira e à Polícia Civil. A partir da denúncia, foram iniciadas diligências para identificar a pessoa responsável pelas mensagens.

Com o avanço da investigação, a Justiça de Sergipe expediu mandados de prisão e de busca e apreensão contra o investigado. As ordens foram cumpridas em Lauro de Freitas com apoio da 23ª Delegacia Territorial do município.

A Polícia Civil não informou, até o momento, o nome da instituição financeira envolvida nem divulgou detalhes sobre o material apreendido durante o cumprimento do mandado de busca.

As investigações prosseguem para esclarecer a tentativa de invasão e verificar se outras pessoas tiveram participação no caso.