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A apresentação detalhou os projetos arquitetônico e museográfico do Palácio Inácio Barbosa (Fotos: Felipe Bass/PMA)

Palácio Inácio Barbosa terá museu, cultura e administração em complexo no Centro de Aracaju

Projeto prevê Museu do Centro Histórico, sede da Secretaria da Cultura, gabinete da Prefeitura, café e cine-teatro; próxima etapa será a elaboração dos projetos de engenharia

O Palácio Inácio Barbosa, no Centro de Aracaju, deverá ganhar uma nova configuração para receber moradores e visitantes, sem deixar de abrigar funções administrativas da Prefeitura. O projeto apresentado à prefeita Emília Corrêa nesta quarta-feira (26) prevê transformar o conjunto histórico em um espaço com museu, café, cine-teatro e áreas destinadas à administração municipal.

A proposta ainda não chegou à fase de obras. O desenho dos espaços e a concepção do futuro museu já estão concluídos, mas ainda faltam os projetos de engenharia. Eles serão necessários para calcular quanto custará a intervenção e preparar, posteriormente, a licitação.

Museu ocupará térreo do Palácio

O planejamento apresentado define o uso de cada parte do conjunto. No prédio principal, quem entrar pelo térreo encontrará o futuro Museu do Centro Histórico de Aracaju, espaço previsto para contar a história da capital a partir de uma pesquisa histórica que ainda está em andamento.

No primeiro andar deverá funcionar a Secretaria Municipal da Cultura. O segundo pavimento receberá o Gabinete Especial da Prefeitura. Com a nova configuração, o conjunto passará a ser denominado Palácio Museu Inácio Barbosa.

O projeto também alcança o anexo lateral, outra edificação centenária que integra o complexo. No espaço anteriormente ocupado pelo Recreio Clube, a proposta é instalar o Café Recreio Clube. Um cine-teatro também está previsto. Na prática, a intenção é que o conjunto deixe de ter apenas funções administrativas e passe a receber também quem quiser visitar o museu, frequentar o café ou acompanhar atividades culturais.

Durante a apresentação, a prefeita Emília Corrêa afirmou que a intenção é combinar a preservação do patrimônio com a abertura dos espaços para utilização pela população.

“O Palácio Inácio Barbosa será um espaço vivo, de cultura, memória, convivência e serviços, aberto para a população. Queremos que as pessoas conheçam, valorizem e vivenciem a nossa história”, afirmou.

Projeto detalha intervenção em duas edificações

Responsável pelo projeto, o arquiteto Ézio Deda explicou que a reunião desta quarta-feira avançou em relação a uma apresentação preliminar e mostrou, com mais detalhes, como cada ambiente deverá ser utilizado.

Segundo ele, o trabalho reúne a concepção do museu e as intervenções arquitetônicas previstas para as duas edificações que compõem o conjunto.

“Hoje apresentamos o projeto arquitetônico e o projeto museográfico do Palácio Inácio Barbosa. Eu já havia acompanhado uma primeira apresentação, de forma mais preliminar, e hoje pudemos aprofundar esse projeto e conhecer o masterplan, mostrando como cada espaço vai funcionar”, explicou.

A ideia é que, em um mesmo endereço, convivam o trabalho administrativo da Prefeitura e espaços voltados diretamente ao público. Museu, café e cine-teatro deverão dividir o conjunto com a Secretaria Municipal da Cultura e o Gabinete Especial da Prefeitura.

O secretário municipal da Cultura, Paulo Corrêa, disse que a ocupação dos imóveis pretende aproximar o patrimônio histórico da rotina da cidade.

Paulo Corrêa, secretário de Cultura

“Mais do que restaurar um prédio histórico, estamos criando um espaço de memória, cultura e convivência. Queremos que o aracajuano se reconheça nesse lugar, conheça a sua história”, declarou.

Engenharia, orçamento e licitação ainda virão

Apesar de já estar definido o que deverá funcionar em cada espaço, ainda não há orçamento final para a intervenção. O valor dependerá dos projetos de engenharia que detalharão aspectos estruturais e técnicos da obra.

O arquiteto Ézio Deda mostrou detalhes do projeto

A parte estrutural da obra ainda virá posteriormente. Neste momento, o próximo passo será a elaboração dos projetos complementares de engenharia, que vão permitir a definição do orçamento e, posteriormente, a realização da licitação da obra”, explicou Ézio Deda.

A apresentação também contou com representantes das secretarias municipais de Governo, Cultura, Comunicação e Planejamento, além da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) e da equipe responsável pelo desenvolvimento do projeto.

Até esta etapa, não foram informados o valor estimado da obra, a previsão para publicação da licitação nem uma data para o início das intervenções.

Fotos: Felipe Bass/PMA

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